sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

10 fontes de notícia sobre Urbanismo



Dando sequência à postagem anterior que listava oito blogs brasileiros sobre urbanismo, a lista de hoje é de dez fontes de notícia sobre urbanismo. Foram listadas tanto fontes especializadas em arquitetura e urbanismo quanto jornais e motores de pesquisa como o Google News.




ArchDaily Brasil nas seções:
    Urbanismo
    Cidades
    Desenho Urbano
    Planejamento Urbano
    Plano Diretor

"ArchDaily foi fundado em março de 2008 com a missão de entregar a mais completa informação aos arquitetos ao redor do mundo; toda semana, todo dia, toda hora, a todo momento: assim que acontece. É a fonte de informação online contínua para uma crescente comunidade de milhares de arquitetos procurando as últimas notícias de arquitetura: projetos, produtos, eventos, entrevistas, concursos, entre outros."










Vitruvius

"Portal especializado em arquitetura, urbanismo, arte e cultura, e disponibilizado na rede mundial internet pela Romano Guerra Editora desde o ano 2000."










ARCOweb

"ARCO é uma evolução natural do maior e mais relevante acervo de projetos de arquitetura no Brasil: o ARCOweb. Reúne o acervo das revistas PROJETOdesign e FINESTRA, além do conteúdo produzido diariamente por uma equipe especializada de arquitetos e jornalistas."










Piniweb e  Revista AU

"A missão da Pini é satisfazer as expectativas dos clientes relativas às soluções de informação, conhecimento e sistemas de apoio à indústria da construção, com uma equipe motivada por valores e objetivando resultados para os acionistas e colaboradores."











Arq!Bacana

"O ARQ!BACANA, desenvolvido pelo arquiteto Marcio Mazza, é um portal completo e efetivo do mercado de arquitetura, arquitetura corporativa, design, paisagismo e urbanismo. O portal cobre e publica, diariamente, ações e eventos nacionais e internacionais - técnicos, pedagógicos, culturais e sociais - que envolvem a comunidade dos arquitetos, designers e paisagistas."










Urbanismo no Estado de S.Paulo

 "O Estado de S. Paulo" é o mais antigo dos jornais da cidade de São Paulo ainda em circulação. Ao longo do tempo novas empresas e produtos foram criados a partir de O Estado de S. Paulo, célula-máter do Grupo Estado. Em 1958 começa a diversificação com a inauguração da Rádio Eldorado. Em 1966 é lançado o Jornal da Tarde. A Agência Estado passa a operar em 1970. Em 1984 nasce a Oesp-Mídia e em 1988 a Oesp-Gráfica. Em 1991 a Broadcast é incorporada à Agência Estado. Em março de 2000 foi lançado o portal Estadao.com.br, com informativo em tempo real."










Urbanismo na Folha de S.Paulo

"Criado em 1995, inicialmente com o nome de Folha Online, é o primeiro jornal em tempo real em língua portuguesa. Tem por objetivos a criação, a produção e o desenvolvimento de conteúdo jornalístico on-line, além de serviços, com destaque para áreas de interatividade."










Urbanismo no G1

"O portal de notícias da Globo."











Urbanismo no Estado de Minas











Urbanismo no Google News

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

8 blogs brasileiros sobre Urbanismo

O primeiro critério adotado para a elaboração desta lista é de que os sites sejam blogs, ou seja, que expressem a opinião de seus autores, ao contrário de textos jornalísticos ou acadêmicos, que têm uma visão mais imparcial. Outro critério adotado foi a atividade dos blogs. Só entraram na lista blogs atualizados e com uma produção consistente. 

As descrições dos blogs e seus autores foram extraídos dos próprios blogs, ou sites de currículo.

A ordem da apresentação dos blogs é aleatória e não reflete nenhum critério de qualidade.

A lista atualizada dos blogs brasileiros está no cabeçalho do Urbanismo Diário.

Conhece outros  blogs brasileiros sobre urbanismo, então compartilhe com a gente nos comentários.  


blog da Raquel Rolnik
"Raquel é urbanista, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada."




Urbanidades
"O Urbanidades foi criado em janeiro de 2007 por Renato Saboya, atualmente professor adjunto do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC, membro do Grupo de Pesquisa Desenho Urbano e Paisagem e do InfoArq – Grupo de Pesquisa da Informática na Arquitetura."




cidades para que(m)?
"João Sette Whitaker é graduado em Arquitetura e Urbanismo, e em Economia, é Mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (1998), Doutor em Arquitetura e Urbanismo (FAUUSP 2003) e Livre-Docente pela FAUUSP (2013).

É professor nos cursos de graduação e pós-graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e da graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie-SP. Coordena o Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (LabHab) da FAUUSP."










Cidades para Pessoas
"O Cidades para Pessoas é uma rede de conteúdo urbanístico. Financiadas por crowdfunding, a jornalista Natália Garcia e a artista plástica Juliana Russo percorreram 12 destinos pelo mundo em busca de ideias que tenham melhorado as cidades para seus habitantes."










Cidade Inteira
"Sérgio Magalhães é Arquiteto, FAU-UFRGS. Doutor em Urbanismo, PROURB-UFRJ. Professor do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo-Universidade Federal do Rio de Janeiro."



 THE URBAN EARTH
"Maria Cecilia Lucchese possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1979), mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2004) e doutorado em Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (2009). Atualmente desenvolve pesquisa na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo sobre urbanismo na cidade de São Paulo, em programa de pós-doutoramento.
Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Urbanismo, Política Habitacional e Meio Ambiente, atuando principalmente nos seguintes temas: planejamento urbano, legislação urbanística, urbanismo, desenvolvimento urbano e legislação ambiental. Tem experiência docente na área de urbanismo (planejamento e projeto urbano) e de história da arquitetura e urbanismo."










arquitetura da liberdade
"Arquitetura da Liberdade pretende ser um espaço de divulgação e discussão de idéias alternativas e pouco convencionais a arquitetos e urbanistas. Não somos ligados a nenhuma instituição de pesquisa ou de ensino, ou a algum órgão ou entidade. Nosso interesse é aprofundar o conhecimento sobre a produção do espaço, seu funcionamento, sua lógica, sua utilidade, sua finalidade e publicar os resultados dessa busca para quem estiver interessado em caminhar conosco e nos auxiliar. De modo a alcançar esse objetivo, publicaremos neste espaço traduções, análises críticas e resenhas que abordam a arquitetura – como ciência, arte, técnica e prática – do ponto de vista da liberdade e da ação humana, ou seja, a partir da lógica da ação humana: a praxeologia."










à beira do urbanismo
"Pedro Jorgensen Jr., arquiteto e urbanista pela FAU-UFRJ, MSc em Engenharia de Transportes pelo PET/COPPE-UFRJ, especializado em Políticas do Solo Urbano pelo Lincoln Institute of Land Policy."

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Quase uma cidade só que bem pior

Está sendo transmitida na televisão a propaganda do condomínio fechado "Swiss Park" em Campinas, interior de São Paulo. Na campanha publicitária o slogan utilizado é: "Quase uma cidade, só que melhor." [1] Mas será que morar em condomínios fechados pode ser melhor do que morar nas cidades "abertas"? As razões apontadas nas propagandas para atrair os compradores é que lá existem área verde preservada, segurança, tráfego fluente de veículos e "é mais legal". Mas será mesmo?

A primeira razão apontada nas propagandas é que os condomínios possuem uma grande área verde mas se esquecem de dizer que geralmente os condomínios se instalam na periferia das cidades, em locais onde a área foi desmatada para sua construção ou se já estava desmatada e fazia parte da área rural, impede-se o reflorestamento da região.

Outra característica exaltada nas propagandas é que nos condomínios não existem congestionamento. Porém, os congestionamentos ainda persistem nos dentro dos condomínios já que por questões de segurança e de controle da saída e entrada de veículos, é desejável que o condomínio tenha poucas portarias e por isso, nos horários de pico o tráfego se afunila com todos os carros querendo passar pela portaria na mesma hora.

Seriema junto a muro de condomínio fechado em Bauru, SP. Ramón Portal. CC

Os condôminos se tornam dependentes dos carros já que esses loteamentos são estritamente residenciais e longe dos centro das cidades e o transporte público de uma forma geral não passa dentro dos condomínios (exceção feita aos condomínios grandes quem podem dispor de um serviço próprio para transportar os trabalhadores domésticos).

E os efeitos negativos que os condomínios provocam na mobilidade não se restringem ao seu interior. Por não terem ligações viárias com os bairros vizinhos, os condomínios fechados concentra o tráfego de veículos em algumas poucas ruas e avenidas, aumentando o congestionamento nestas vias. Outro efeito negativo é de que os condomínios contribuem com o alastramento urbano, o que por sua vez aumentam as distâncias e os tempos de deslocamento na cidade inteira. De que adianta não ter trânsito em algumas ruas no condomínio, se por conta do alastramento urbano terá no resto da cidade?

Mas talvez a qualidade que as propagandas dos loteamentos fechados mais se empenham em divulgar é a ideia de que as casas nos condomínios são mais seguras do que as casas "de rua", como são chamadas as casas nos bairros sem muros. Mas será que os loteamentos fechados são tão mais seguros assim? As notícias de condomínios assaltados têm crescido nos últimos anos [2] e os condomínios, como todo o símbolo de riqueza, atraem assaltantes.

E se engana quem pensa que com todo o aparato de segurança dos condomínios: portarias, guaritas, câmeras, cercas elétricas e muros os assaltantes se sentem intimidados. Segundo uma pesquisa da Polícia Militar do Paraná [3], 71% dos assaltantes preferem invadir casas com muros e 54% dizem que muros ocultam melhor a ação. E como a circulação de pessoas é pequena dentro dos condomínios, mesmo nas casas sem muros na frente, os assaltantes podem invadir as casas que não serão vistos por pessoas passando na rua. Além disso, o pequeno número de portarias que permitem a entrada e saída dos veículos facilita o bloqueio do condomínio por assaltantes, o que deixa seus moradores sem uma rota de fuga.

Outra suposta característica dos condomínios bastante propagada é de que por ser um bairro "socialmente homogêneo" o senso comunitário tenderá a florescer mais facilmente do que em bairros com faixas de renda variada. Os condôminos serão amigos entre si sem o constrangimento de frequentarem casas de vizinhos menos ricos. Segundo o ótimo artigo de Lucas Melgaço [4]:
"Uma rápida enquete em qualquer condomínio fechado brasileiro constatará que, diferente do que ocorre em muitos dos bairros pobres e favelas, os condôminos muitas vezes não sabem nem mesmo o nome dos seus vizinhos mais próximos. Isso acontece porque a homogeneidade buscada por esses empreendimentos é alcançada apenas pela seleção econômica: para ter acesso a essa dita comunidade basta que o interessado seja capaz de pagar pela casa e pelo terreno."
Como desenvolvido no artigo anterior do Urbanismo Diário "Uma Discussão sobre Condomínios Fechados":
"Alegando busca pela segurança (que nunca será obtida dessa forma) essas pessoas se fecham em um pequeno mundo, porém expondo e escancarando seu preconceito e seu desinteresse pelo diferente, pela diversidade, se privando da experiência mais enriquecedora para o ser humano que é conhecer o desconhecido;"
E novamente citando o artigo de Lucas Melgaço:
"Em substituição a ter de lidar com o “outro” em uma praça pública de esportes, prefere-se o privilégio de ter um campo de futebol particular, mesmo que ele corra o risco de ficar a maior parte do tempo subutilizado por falta de jogadores."


Para saber mais

[1] Site promocional do Swiss Park
http://www.swisspark.com.br/home

[2] Onda de assaltos violentos assusta moradores de condomínios em MG
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/05/onda-de-assaltos-violentos-assusta-moradores-de-condominios-em-mg.html

[3] Viver sem muros é menos perigoso, dizem especialistas
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0710200722.htm

[4] A cidade de poucos: condomínios fechados e a privatização do espaço público em Campinas
http://agbcampinas.com.br/bcg/index.php/boletim-campineiro/article/viewArticle/20

sexta-feira, 8 de novembro de 2013


Hoje, 8 de novembro de 2013, propositalmente no Dia Mundial do Urbanismo, completamos um ano de Urbanismo Diário. Com notícias e artigos (quase que) diariamente, acreditamos que pelo menos um pouco, estamos ajudando a divulgar o urbanismo e as questões urbanas. Queremos agradecer todos que têm nos ajudado nesse objetivo. Obrigado.

E para comemorar o primeiro aniversário do Urbanismo Diário e o Dia Mundial do Urbanismo atualizamos nossa programação visual. O que acharam?

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Lei Federal de Mobilidade Urbana: Transformando o Transporte Público

Por Dougllas Danilo

Oferecer um serviço diferenciado, com qualidade atendendo as necessidades e anseios da população é um dos grandes desafios a serem superados pelos donos de empresas e também dos permissionários. Como fazer com que os passageiros deixem seus veículos (automóveis, motos, etc.) em casa e se sintam atraídos para o transporte público?

O Brasil conta hoje com uma frota aproximada de cento e cinco mil ônibus urbanos (FABUS, 2012) percorrendo diversas cidades para atender a uma demanda aproximada de cento e noventa e quatro milhões de habitantes. Neste cenário podemos concluir que o país está num momento crucial para avançar com sistema de transporte público. Um primeiro passo já foi dado com a publicação da Lei Federal de Mobilidade Urbana e que, juntamente com os grandes eventos esportivos previstos, as cidades estão buscando investimentos maciços em transporte público.

Esse momento que o país passa, podemos entendê-lo como um período de transição, pois temos observado um aumento de investimentos em mobilidade urbana por meio da expansão do sistema de BRT (Bus Rapid Transit), modalidade esta que Brasil foi pioneiro na implantação em Curitiba no ano de 1975. Temos a criação de corredores exclusivos para ônibus, além também do BRS (Bus Rapid System). Todas estas modalidades visando acelerar a velocidade comercial do transporte público e atrair novos passageiros.

Vista do tubo de BRT em Curitiba.  Mário Roberto Durán Ortiz


Não podemos deixar de mencionar que por meio do PAC o governo federal disponibilizou cerca de R$ 12,5 bilhões para investimento em infraestrutura de transporte público: sendo entre eles projetos de corredores e faixas exclusivas de ônibus. Investimentos estes que exigem dos governos estaduais, municipais e em alguns casos de empresas privadas a aplicação de veículos de grande capacidade: ônibus articulados, biarticulados, trólebus, etc. Há de se ponderar também que um controle mais preciso e efetivo das condições operacionais deve ser feito. Com isso novos investimentos em sistema de monitoramento, sistema de informação aos passageiros entre outros precisam ser feitos.

Os grandes centros urbanos, além de concentrar uma grande parte da frota de veículos atraem cada vez mais pessoas das regiões rurais em busca de emprego, o que segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa tendência demográfica vem sendo comum. Esse fenômeno aliado à ascensão social das classes C e D, políticas de redução para IPI, facilidades de financiamento a longo prazo tem possibilitado um agravamento e estrangulamento das vias das cidades. Com base nessas questões há de se reconhecer a importância que a população passou a contar com a Lei Federal de Mobilidade Urbana, onde os municípios com população acima de vinte mil habitantes estão obrigados a implementar a política de mobilidade.

Buscar uma participação efetiva entre sociedade, concessionária e poder concedente é uma das formas pelas quais a população deve buscar seus direitos e participação ativa das melhorias do sistema público. Integração entre os modais que compõe o transporte público deve ser priorizado junto aos municípios, quando viável, com a implantação de ônibus, trens, e lógico o incentivo a mobilidade sustentável por meio do uso de bicicletas em áreas da cidade. Todas essas modificações já começam a fazer parte de algumas de nossas cidades. Falta muito a ser melhorado, mas como já supracitado, o Brasil passa por um momento de transição no transporte público, que será visto por muitos, esse momento como um divisor de águas entre um sistema de transporte público fadado ao fracasso e o novo sistema de transporte com eficiência, rapidez e com demanda suficiente que mantenha o equilíbrio financeiro dos sistemas.

E assim com vistas a essas melhorias nos centros urbanos, é que devemos caminhar. Começa agora uma nova luta para a implantação de fato da Lei Federal, que aos poucos por meio de conscientização e busca de qualidade de vida tem sensibilizado a sociedade e possibilitado essa transformação do transporte público.

Nesse ritmo de avanços e conquistas ainda temos um longo caminho a ser percorrido e ainda há muito a ser feito para a priorização do transporte público sobre o individual, mas com empenho de gestores e concessionárias vamos trilhando um caminho de conquistas e novos horizontes para termos de fato cidades com mobilidade sustentável.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Projeto na Suíça visa aumentar segurança para prostituição

Em uma área calma numa zona industrial de Zurique na Suíça, foi finalizado o projeto de um complexo onde prostitutas poderão trabalhar, acompanhado de uma nova política pública para tornar a prostituição mais segura. As mulheres terão pontos específicos onde esperar os clientes que os levarão em seguida para cabines. Ambos os pontos possuem alarmes que poderão ser acionados caso a mulher se sinta ameaçada.

O lugar pretende dar a essas mulheres a proteção que faltava. De acordo o advogado Valentin Landmann, o projeto permite que as prostitutas deixem de ser levadas para lixões e estacionamentos escuros e não fiquem à mercê dos clientes. A partir da inauguração do projeto, as prostitutas não poderão mais ser pegas em qualquer lugar da cidade e poderão trabalhar somente no complexo onde haverá também guardas para as protegerem. Até então, apesar de a indústria do sexo ser legal na Suíça, essas mulheres, que em maior parte vêm do leste europeu em situação de pobreza e vulnerabilidade, corriam riscos desamparadas pelas ruas da cidade.

As cabines sinalizadas com iluminação. BBC 
Segundo a reportagem do Opera Mundi:
"Os clientes não precisam se preocupar com a questão da privacidade, pois não haverá presença de câmeras de segurança, Já as prostitutas terão de trabalhar com um registro da prefeitura e das autoridades sanitárias, além de pagar uma pequena taxa – mas terão garantias como policiamento local efetivo, um botão automático para acionar qualquer emergência e a presença de assistentes sociais treinados."
Os objetivos principais dessa medida é assegurar a segurança das prostitutas, diminuir os transtornos causados pela atividade na rua, diminuir problemas de segurança, higiene pública e a proximidade com tráfico de drogas.

Moradores acompanharam o dia de inauguração das cabines.  Agência Efe

Para saber mais:

Zurique constrói complexo para prostitutas

Cidade suíça inaugura "drive-in" para aumentar segurança de prostitutas

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Novos rumos para edifício abandonado no centro de São Paulo

Vista do edifício São Manuel. Douglas Nascimento/São Paulo Antiga
O "laboratório social" como vem sendo chamado o edifício São Manuel construído em 1939,  está sendo ocupado por 170 famílias desde 2012.  O prédio que de acordo com o cineasta Manuel Moruzzi  era um “latifúndio improdutivo” vazio, com donos devedores do governo agora abriga estudantes de arquitetura, haitianos, sem-teto, evangélicos, garotas de programa e intelectuais da USP, morando com dignidade e perto do trabalho.

O edifício possui creche, sala de cinema, biblioteca, cozinha coletiva, portaria 24 horas e ainda está sendo montado no último andar, um escritório do "Coletivo Chão", formado por doutorandos e ex-alunos de arquitetura.

A participação na limpeza dos andares e na cozinha coletiva é obrigatória, e para manter a creche no segundo andar, são pagos 120 reais a duas  moradoras da ocupação. 160 reais por mês e duas horas em atividades coletivas por dia é o que gasta o morador. A missão é criar um condomínio autossustentável e forçar o governo a transformar em moradia popular o prédio que foi fechado pelos donos em 2009.

Vista de esquina do edifício São Manuel. Douglas Nascimento/São Paulo Antiga
De acordo com Luiz Fernando Janot em seu texto “A esquizofrenia do poder” esses edifícios abandonados são reflexo da falta de planejamento consciente e de longo prazo.
“O interesse do mercado em criar novas centralidades, através da oferta de edifícios corporativos e de shoppings centers, tem contribuído para o abandono de importantes prédios do centro histórico e para a degradação dos espaços públicos no seu entorno. Por que seguir o exemplo de São Paulo, que esvaziou o velho centro ao implantar, sucessivamente, novas centralidades? Por que ao invés disso não incentivar a requalificação espacial e tecnológica dos belíssimos edifícios de escritórios existentes nas áreas centrais, como está sendo feito atualmente com o Empire State em Nova York?”
O plano para o edifício São Manuel traz uma alternativa para a questão dos prédios abandonados, resolve problemas sociais como o da habitação e por fim nos leva a pensar uma nova maneira de morar, de se relacionar e viver em sociedade.


Para saber mais:

Prédio autossustentável é moradia de 170 famílias

“A esquizofrenia do poder” de Luiz Fernando Janot:

Edifício São Manoel


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Relato de Descaso com as Ruas e Calçadas em Poços de Caldas

Por Andrew S. Caetano

Como morador do bairro Jardim Kennedy I em Poços de Caldas, vejo diariamente ruas esburacadas, calçadas em péssimo estado e vários outros problemas. Em sua grande maioria por consequência de um trabalho mal feito ou simplesmente porque esses serviços não chegam nas áreas mais pobres da cidade. Isso é uma realidade que vem nos acompanhando há tempos. O governo só se importa com a burguesia; não dá espaço aos pobres; não dá voz ao povo.
Ruas e calçadas que deviam estar em ótimo estado já que pagamos impostos altíssimos não estão e não temos ao menos ruas decentes. Ruas onde transitam muitas pessoas estão totalmente sem segurança.


Muitas vezes vemos calçadas ocupadas por entulho e materiais de construção (areia, terra, tijolos, etc) isso, quando não estão totalmente esburacadas.


Infelizmente, esse vem sendo um cenário comum para nós, moradores da zona sul da cidade. Normalmente este cenário vêm acompanhados de duas palavras, que também são muito presentes: pobreza e desigualdade. Pessoas humildes que lutam para ter o que comer não tem condições de fazer essa reforma.


Isso também acontece com terrenos abandonados onde o entulho e o lixo tomam conta da calçada.


Mas você não só pode, como deve reclamar! Como? A obrigação de fazer a calçada é do dono do terreno e quem fiscaliza se existem calçadas e se estão em bom estado é a prefeitura (que representa o poder executivo na cidade) e se essa fiscalização não acontece, é necessário pedir esclarecimentos levando essa reclamação até a Câmara Municipal (representante do poder legislativo municipal) para que os vereadores peçam esclarecimentos à prefeitura sobre a fiscalização das calçadas. Uma boa forma de fazer isso é com um abaixo-assinado que permite que você mostre a indignação popular.

É necessário correr atrás de mudanças! Participem das reuniões na Câmara Municipal. Defenda o seu povo, suas ideias, seus princípios!

A Câmara Municipal está localizada na rua Junqueiras, Nº 454, centro. Telefone: (35) 3729-3800
Toda terça-feira tem reunião ordinária (onde são votadas as leis e propostas), às 15h. Se você estiver com algum pedido de esclarecimentos ou com alguma proposta, é uma boa hora para achar todos os vereadores presentes.

Mais informações: http://www.pocosdecaldas.mg.leg.br/

Crédito das fotografias: Andrew S. Caetano

Andrew S. Caetano
andrewsilvacaetano@hotmail.com

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Triptyque adapta edifício histórico em centro cultural.

Edifício da antiga subestação que se transformará em residência artística e centro cultural. Eduardo Knapp/Folhapress

O escritório de arquitetura e urbanismo Triptyque transformará em outubro o edifício de uma antiga subestação transformadora de energia em um centro cultural em São Paulo. O edifício que pertencente à Red Bull dará lugar à musica, às artes plásticas além de residência para artistas brasileiros e estrangeiros.

Apenas a fachada do edifício é tombada e deverá ser conservada no projeto de reforma e requalificação feito pelo escritório, no entanto eles optaram por conservar também grande parte do interior, aproveitando para mostrar a história do edifício aos futuros visitantes. O projeto também conta com uma intervenção contemporânea: uma cobertura externa em formato de folha, criando um novo ambiente com vista para cidade.

De acordo com a presidente do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo), Nadia Somekh, o projeto “trata de forma contemporânea o patrimônio, preservando a história e ao mesmo tempo dando espaço para um uso atual”.

As imagens do projeto ainda não foram divulgadas. Em breve publicaremos fotos desse trabalho que salva mais uma edificação de tanto valor histórico para cidade através da requalificação e do uso adequado.


Para saber mais:

Triptyque
http://triptyqueblog.blogspot.com.br/

Triptyque transforma prédio da Light em espaço cultural, no centro de São Paulo
http://www.arcoweb.com.br/noticias/triptyque-transforma-predio-light-centro-cultural.html

Antiga estação da Light em SP vai virar centro cultural em outubro
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/07/1314071-antiga-estacao-da-light-em-sp-vai-virar-centro-cultural-em-outubro.shtml


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Sobre as Manifestações

Por Andrew S. Caetano

Manifestação  em frente a prefeitura de Poços de Caldas, em 20 de junho. (CC - BY SA) Sandra Ribeiro/Mídia Corrente Cultural
Atualmente um dos assuntos mais populares são as manifestações. Quem dera se essa popularidade não fosse tão distorcida pela mídia que tem alienado muito o povo o que infelizmente, já acontece a muito tempo. Pessoas mascarando o real objetivo das manifestações, apenas mostrando o que os vândalos têm feito. Vândalos que se aproveitam da situação para depredar e destruir patrimônios. Sem falar em outros que aproveitam para saquear. Mas por sorte, esses constituem uma minoria. A maioria é aquela que grita, é aquela que luta por melhores condições de vida, de transporte público, por uma reforma política... Enfim, o povo que está lá mostrando sua indignação com a atual situação do nosso país.

E tem gente que pergunta, isso tudo é só por R$0,20 centavos? Não! Essa era a gota que faltava num copo que já estava transbordando de tanta corrupção, de tanto descaso com a população que paga impostos caros e não recebe quase nada em troca. Precisamos de mudanças! Depois que aconteceram as manifestações em São Paulo, pelo passe livre, começaram a ocorrer várias outras, em vários pontos do Brasil.

 O povo acordou? Tomara! Espero que a maioria das pessoas não esteja indo só por "status" ou para tirar uma foto e colocar no "Facebook". Espero que o povo esteja indo com objetivo, com garra, com a esperança de que algum dia, tenhamos um país melhor. E o povo está agindo corretamente saindo às ruas, pois é o que temos que fazer. Sair às ruas e cobrar mudanças.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Projeto para o eixo monumental inspirado nos croquis de Burle Marx

No mês de agosto Brasília receberá um projeto paisagístico para o eixo monumental inspirado nos croquis de Burle Marx de quarenta anos antes e redesenhado pelo arquiteto Haruyoshi Ono, do escritório que leva o nome do paisagista modernista.

Eixo Monumental. Divulgação/Burle Marx

O eixo receberá, entre a rodoviária e a torre de tv,  canteiros de flores, a fonte luminosa terá pista de pedestre alargada para receber maior número de pessoas e a praça será arborizada com árvores nativas, como guariroba, buriti e acácia, já que usar a vegetação própria da região é um princípio de Burle Marx. Calçadas e ciclovias ligam os dois lados do eixo monumental que conecta os setores hoteleiros norte e sul, e espelhos d'água prometem levar mais umidade ao local deixando o ar mais agradável na época da seca, além de irrigação automática.


Comparação entre o Eixo atual e o do projeto. Divulgação/Burle Marx

O professor da UNB  Frederico Flósculo diz que o projeto não possui no entanto a marca de Burle Marx e nem a complexidade e a maturidade do seu trabalho, mas não nega que será um investimento bem vindo para a cidade. Tornar a região menos árida é um dos objetivos da intervenção, explica Ono, mas será que não vemos aí também, um desejo de pensar para o pedestre, a cidade que foi feita para ser percorrida em alta velocidade? No momento que vivemos, o mundo todo está pensando em formas ecológicas de se locomover, e agora que se atentou para a necessidade de uma cidade que não seja de passagem, mas de estar e de viver, Brasília não pode permanecer na contramão.

Ainda que o autor do projeto talvez não tenha tido tal intenção, o projeto nos leva a pensar: será possível recuperar para as pessoas uma cidade projetada para veículos? Se essa é intenção, a maior dificuldade nessa ‘caminhada’ será fazer com que a pé tenha-se acesso a serviços, comércio e instituições de forma não exaustiva na capital onde tudo é setorizado e demasiado longe.

A Torre de Tv vista do Eixo. Divulgação/Burle Marx

No entanto qualificar os espaços existentes para o uso e o lazer das pessoas, como será nesse projeto, mostrando que diversão ou descanso pode acontecer no lugar que é público, já é um grande passo rumo à humanização das cidades.


Para saber mais:

Confira o projeto paisagístico de Burle Marx para o Eixo Monumental - Lugar Certo 
http://www.lugarcerto.com.br/app/402,61/2013/07/25/interna_ultimas,47139/confira-o-projeto-paisagistico-de-burle-marx-para-o-eixo-monumental.shtml

Implantação do projeto paisagístico de Burle Marx no Eixo Monumental, em Brasília, é aprovada
http://www.piniweb.com.br/construcao/urbanismo/implantacao-do-projeto-paisagistico-de-burle-marx-no-eixo-monumental-293249-1.asp

Novacap retira 26 árvores do Eixo Monumental, em Brasília
http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2013/12/novacap-retira-26-arvores-do-eixo-monumental-em-brasilia.html

terça-feira, 23 de julho de 2013

Dois Viadutos, 94 Árvores e uma População Organizada

Como um grupo de de cidadãos de Fortaleza conseguiu parar a construção de dois viadutos e o desmatamento de um parque.


Foi anunciada no último dia 5 de julho a construção de dois viadutos no cruzamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, em Fortaleza, para resolver o problema de congestionamento de veículos na região. Parte da área destinada à construção dos dois viadutos está no Parque Ecológico do Cocó, e para tal obra seria necessário o corte de 94 árvores (1).

Ilustração dos dois viadutos. Prefeitura de Fortaleza - Divulgação

O bairro de alta renda (2) onde foi anunciada a construção do viaduto tem o mesmo nome do parque e uma das avenidas do cruzamento que receberá os viadutos, a Engenheiro Santana Júnior, é onde está localizado o Shopping Iguatemi Fortaleza. De acordo com a  Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinf) a obra, que faz parte do "Programa de Transporte Urbano de Fortaleza (Transfor)", foi orçada em R$ 17.348.534,00 e deveria ser concluída em 420 dias (1).

Região onde seria construídos os Viadutos. Google Mapas

Assim que o desmatamento da área teve início, no dia 12 de julho o grupo Crítica Radical (3) iniciou uma manifestação escrevendo mensagens de protesto contra o corte das árvores, retirando os tapumes que escondiam as árvores derrubadas e expuseram os troncos cortados na Avenida Engenheiro Santana Júnior. Três dias depois enquanto o grupo voltava ao local para retomar os protestos (4), o superintendente do Patrimônio da União do Estado do Ceará (SPU-CE), Jorge Luiz Queiroz, anunciou que iria pedir o embargo da obra (5). No dia seguinte O juiz Francisco Chagas Barreto Alves, da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Fortaleza, decidia em caráter liminar, suspendê-la (6).

Mensagens de protesto e os troncos cortados. Gilson Melo

No mesmo dia da suspensão, estudantes do curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Ceará (UFC) lançaram um concurso nacional para reunir projetos alternativos à construção dos viadutos (7). Segundo um dos organizadores, Víctor Rocha, a proposta inicialmente é direcionada a arquitetos e urbanistas, mas todos podem participar. As propostas devem ser enviadas para o e-mail cacau@arquitetura.ufc.br até 10 de agosto. Elas devem ser apresentadas em arquivo .pdf em prancha no tamanho A3. Paralelo ao concurso, o grupo Direitos Urbanos em Fortaleza publicou uma petição e uma carta aberta aos habitantes de Fortaleza, ao Prefeito Roberto Cláudio e ao Governador Cid Gomes sobre mobilidade urbana e solicitando de forma definitiva a interrupção das obras de construção dos viadutos.

Cartaz do concurso.

Para tentar limpar os efeitos negativos ambientais e políticos que o corte das árvores causou, a prefeitura iniciou no dia 19 o plantio de 50 mudas de árvores em outra área do Parque do Cocó (8) .

Este é mais um exemplo bem sucedido em que a população organizada conseguiu se manifestar, discutir e suspender a construção de obras públicas caras, elitistas e ineficazes. Como é dito e um vídeo do grupo Direitos Urbanos (9) "Combater o congestionamento alargando vias, é como combater a obesidade afrouxando o cinto".


Histórico

(1) - 5/7 - Obra dos viadutos na Antônio Sales começa nesta sexta, em Fortaleza
http://g1.globo.com/ceara/transito/noticia/2013/07/obra-de-viadutos-na-antonio-sales-comeca-nesta-sexta-em-fortaleza.html

12/7 - Corte de árvores para construção de viadutos causa polêmica no Ceará
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/corte-de-arvores-para-construcao-de-viadutos-causa-polemica-no-ceara.html

(3) - 12/7 - Grupo protesta contra derrubada de árvores no Parque do Cocó, no Ceará
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/grupo-protesta-contra-derrubada-de-arvores-no-parque-do-coco-no-ceara.html

(4) - 15/7 - Grupo volta a protestar contra corte de árvores no Parque do Cocó, no CE
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/grupo-volta-protestar-contra-corte-de-arvores-no-parque-do-coco-no-ce.html

(5) - 16/7 - Patrimônio da União pedirá embargo de obras de viadutos no Cocó, no CE
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/patrimonio-da-uniao-pedira-embargo-de-obras-de-viadutos-no-coco-no-ce.html

(6) - 16/7 - Justiça determina suspensão de obras no Parque do Cocó, no Ceará
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/justica-determina-suspensao-de-obras-no-parque-do-coco-no-ceara.html

(7) - 17/7 - Alunos da UFC criam concurso para captar alternativas a viadutos no Cocó
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/alunos-da-ufc-criam-concurso-para-captar-alternativas-viadutos-no-coco.html

(8) - 22/7 - Prefeitura de Fortaleza planta árvores no Parque do Cocó
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/prefeitura-de-fortaleza-planta-arvores-no-parque-do-coco.html

22/7 - MPF-CE recomenda que SPU exija relatório ambiental de obra no Cocó
http://g1.globo.com/ceara/noticia/2013/07/mpf-ce-recomenda-que-spu-exija-relatorio-ambiental-de-obra-no-coco.html

Referências

(2) - Bairro Cocó (Fortaleza)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bairro_Coc%C3%B3_(Fortaleza)

(9) - Crítica à Reforma da Via Expressa e aos Viadutos Hot Wheels
http://youtu.be/CcxKgq9e2Rk

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O Coletivo Boamistura

Por Caroline Magalhães

O Coletivo Boamistura é um grupo espanhol formado por cinco artistas urbanos que nasceu no final de 2001 na cidade de Madri. O coletivo espanhol que tem nome em português, já interveio em vários lugares do mundo como na África, Noruega, Berlim e até no Brasil, em São Paulo. O nome do grupo faz referência à diversidade de formações e pontos de vista de seus membros, são visões distintas que se misturam em favor de um único resultado.

A arte do coletivo acontece principalmente no espaço urbano e no Brasil seu trabalho foi na favela Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. Lá eles ficaram 15 dias hospedados nas casas dos moradores e com a ajuda deles espalharam palavras de motivação pelos becos e vielas da favela, utilizando um truque que faz com que as letras pareçam estar flutuando se visto do ângulo ideal. O projeto "Luz nas Vielas" contou principalmente com a ajuda das crianças, o que estabeleceu uma relação especial delas com esse espaço. As cores poderão também auxiliar na orientação espacial de quem caminha, além de toda a beleza que a pintura trouxe ao lugar.










O coletivo realizou projetos relevantes em diversas partes do mundo trazendo vida a áreas degradadas das cidades. A seguir podemos ver algumas:

Na Casbá de Argel, capital da Argélia, é conservada a cor branca antiga e envelhecida e sobreposto um branco novo, fazendo-se desenhos nesses dois tons e remetendo a cor típica das casas.


O projeto "Somos Luz" na Cidade do Panamá, capital do país com mesmo nome, os corredores de um edifício recebem cores abstratas que ganham vida com cenas diárias como pendurar roupas, formando composições em que toda a cena se transforma em arte.


Na cidade de Hamar na Noruega, em uma praça que foi redesenhada, pintou-se um tapete de 1500 m² que remete às roupas norueguenses tradicionais. Esse é o "Sonhar Amar".



Crédito das fotografias: Coletivo Boamistura

Para saber mais:

boamistura
http://www.boamistura.com/

Intervenções urbanas se espalham e desafiam a concepção de cidade
http://oglobo.globo.com/amanha/intervencoes-urbanas-se-espalham-desafiam-concepcao-de-cidade-7359778